25/01/2006
As perspectivas diante da valorização da moeda chinesa.
No dia 21 de julho de 2005, o governo chinês anunciou a reforma da taxa cambial do Renminbi, a moeda chinesa. De acordo com a fonte oficial, a adoção de um sistema cambial flutuante baseado na lei de oferta e procura, e manter a estabilidade da moeda chinesa num nível razoável e equilibrado são as metas da reforma que levou em consideração as influências sobre a economia e finanças tanto da China como dos países vizinhos.
Como o resultado do ajuste da taxa cambial, a moeda chinesa tomou um rumo constante e gradual de valorização, que já acumulou uma alta superior a 3% em 6 meses. O reflexo da valorização da moeda em muitos produtos chineses a médio e a longo prazo é a redução da competitividade devido ao aumento dos custos.
Nas reuniões de trabalho realizadas em janeiro de 2006 com o representante de New Sino, os diretores da HGPM e Sanxin deixaram claro que a valorização da moeda não representa ameaça para as empresas. Ao contrário disso, encaram a valorização da moeda e a alta da matéria-prima como desafios que estão motivados a vencer. “É possível acontecer algum reajuste de preço num futuro próximo, mas conseguiremos absorver parte das altas reduzindo os custos através da racionalização cada vez maior dos processos de produção e, ao mesmo tempo, aumentar a competitividade através da inovação tecnológica”.
Outro trunfo é a escala da produção para atender a colossal demanda do mercado doméstico chinês, além do mercado internacional. “A China está numa trajetória similar àquela trilhada pelo Japão que se desenvolveu de forma acelerada e se tornou muito mais competitivo diante do grande desafio da valorização do Yen”.
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Racionalização dos processos e inovação
tecnológica para vencer os desafios da nova política cambial.
Fábricas de SPPM (à esquerda) e HGPM (à direita).
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